terça-feira, 20 de março de 2007

A verdadeira razão porque não se pode entrar de chuteiras na igreja.

Criar o mundo em sete dias é para meninos. Deus que é Deus até despacha a cena em sete horas e passa o resto da semana de calção de banho e xanatos a galar camones no equivalente cósmico ao Algarve.
Criar a religião também não custa nada. Pega-se num bazaroco facilmente impressionável com um nome sonante, crucifica-se o tipo, deixa-se marinar durante três dias e ressuscita-se a gosto para mostrar a toda a gente que a religião é salvação e mais não sei quê. Como ninguém sequer se lembra que se não fosse a religião, o tipo nem sequer teria sido crucificado para começar, a malta fica impressionada e adere.
Esta foi a parte fácil, o complicado veio a seguir.

Com as infra-estruturas e o serviço a funcionar em pleno, foi necessário garantir uma forma de comunicação prática e eficaz, tipo linha de apoio ao cliente. Falar com as pessoas individualmente não só não era viável, como inclusivamente podia causar inconvenientes. A prová-lo está o episódio de Abraão, a quem Deus, na brincadeira, mandou matar o filho Isaac, só para ver se o gajo ia na conversa. Depois de dar a ordem, foi divinar para outro lado e nunca mais se lembrou do pobre do Abraão. A sorte foi um anjo que viu o que ia acontecer e lhe disse: “Ó chefe! Tá um velho a querer chinar um puto em cima dum monte, é normal?”
Para resolver este problema de comunicação, implementou-se o sistema de reza, que no papel até parecia funcionar bastante bem: “para questões relacionadas com os dez mandamentos reze a seguinte oração...” “para informações relacionadas com saldos e pagamentos reze a seguinte oração...” “para esclarecer dúvidas relacionadas com outras religiões, leia as ultimas 360 alíneas do seu contracto de aderência”. Funcionou perfeitamente durante um tempo, até a malta começar a abusar do serviço e a pedir intervenções contraditórias. Uns rezavam, para ter chuva, outros rezavam para ter sol, uns para ter melhor colheita de trigo, outros de arroz, uns rezavam pela avózinha gravemente doente, outros pela avózinha gravemente morta... Enfim, foi o caos, ao ponto de Deus se pôr a pensar “Tou tramado com isto! Estes gajos qualquer dia põe-se a rezar à entrada dos campos de futebol para marcarem mais golos que o adversário. Como é que ambas as equipas podem marcar mais golos que a outra?”. Pareceu que adivinhava.
Por esta altura já o sistema requeria uma largura de banda astronómica, e o spam (múltiplas rezas não solicitadas) tornava-se um problema sério. Mas Deus, orgulhoso demais para deitar fora uma boa ideia só porque não funciona, decidiu que iria desenrascar a situação fosse como fosse, e inventou o primeiro filtro de spam da história, a Igreja.
Dando prioridade às rezas feitas em solo sagrado, controla-se não só o número de rezas com também a natureza do pedido. Acabam-se as pedinchices contraditórias como a dos dois jogadores de equipes adversárias ambos a rezar pela vitoria no mesmo jogo. E esta é a verdadeira razão porque não se pode entrar de chuteiras na igreja.

24 comentários:

Allanah disse...

Nem sabia que não se podia entrar de chuteiras na igreja... Mas focando noutro assunto... Acho óptimo que as pessoas tenham as suas opiniões e que as deem a conhecer ao mundo desde que seja de maneira a não ofender as crenças dos outros. Não sou cristã ferranha e não vou à missa a não ser no natal e na páscoa, mas a história de Jesus pode servir de inspiração mesmo a quem não se dedica a 100% à sua religião. Nem que seja porque nos incita a ser bons e a amar o próximo independentemenete dos seus defeitos! E é basicamente isso que retiro do cristianismo, para mim a história de Jesus (verdade ou não) é a maior história de amor pela humanidade que eu já vi e tento que me sirva de exemplo para as atitudes que tomo no dia a dia!! Menos agressividade rapaz... meeeenooosss!!!!! :)

Krippmeister disse...

Agressividade? Nada disso, agressividade é uma manada de beatas a tocar à porta no domingo de manhã a querer vender propaganda religiosa.
O respeito pela crença é algo que não faz sentido. Respeito pelas pessoas eu entendo, e pratico, mas pelas crenças não. Inclusivamente sou da opinião que as religiões gozam de um respeito que não merecem. Não se pode discutir religião para não ofender as crenças, mas pode discutir-se futebol e política. E se eu fôr do Sporting por uma questão de fé? Deixa de se poder discutir futebol?

A religião é talvez das coisas que mais deveria ser discutida e satirizada e dissecada (e idealmente, banida) por alegar ter a resposta para tudo e mais alguma coisa. Ok, a resposta é sempre a mesma "porque Deus quiz" mas aparentemente isso é explicação suficiente para muita gente.

Respeito-te a ti por tomares atitudes correctas e bondosas no teu dia-a-dia, e na tua vida, mas estou convencido que esse mérito é teu e só teu, e não de um filósofo possivelmente ezquizofrénico que à dois mil e tal anos armou confusão demais para o seu próprio bem e acabou espetado numa cruz.

Allanah disse...

Mas como e que respeitas as pessoas se não respeitas aquilo em que elas acreditam?? Eu não acho que tudo seja porque Deus quis, e acho que as nossas vidas são responsabilidade nossa e de mais ninguem, mas porque não tomar como exemplo aquilo que Jesus quis passar?? Seja verdade ou não? Não é de louvar pensar que uma pessoa deu a vida por nós? Quer tenha sido um esquizofrénico ou não? Fazer o bem aos outros, é aquilo que retiro dos ensinamentos de Cristo, e acho que é o que maioria retira! Não respeito beatas nem fundamentalistas porque normalmente as suas regras são hipócritas já que eles normalmente não as seguem, mas respeito pessoas como a minha irmã Ana que se dedicam à sua fé, não por conveniencia mas porque realmente acreditam no que defendem! E se isso a faz feliz e a outros tantos milhões, quem sou eu para criticar?? Acho que a religião deve sim ser discutida mas não satirizada nem dissecada, nenhuma religião! Não defendo só a minha, defendo qualquer uma! E repito, gozar com as crenças dos outros é o mesmo que lhes faltar ao respeito! (Ja agr... eu mencionei que adoro conversas pseudo-intelectuais de treta???)

Krippmeister disse...

Respeito tanto a crença em Deus como se respeito a crença no Sporting campeão nacional ou a crença que este ou aquele partido político é o melhor para o país. São a mesma coisa, com a diferença de que os crentes se ofendem com tudo o que fôr critica ou sátira em relação à sua religião. Se eu afirmar categoricamente a minha fé no Sporting campeão, vou ouvir risos, insultos, aplausos, enfim, uma variedade de reacções, mas ninguém me vai levar a sério se eu reclamar o respeito pela minha crença. Quanto muito vou ser gozado a triplicar se o Sporting perder. A religião goza dum respeito excepcional que não merece.

Gozar com a religião deveria até ser prática comun. O humor é uma forma de crítica, e a crítica revela pontos de vista e alternativas diferentes. Só um mecanismo estagnado e inflexível como o religioso, que requer que se acredite sem reservas em coisas incompreensíveis como a santíssima trindade, é que se pode sentir ameaçado pela crítica. Em todos os campos da sabedoria humana em que impera a razão, o humor e a critica são ferramentas essenciais para a evolução do conhecimento.

Allanah disse...

Pois olha... Eu afirmo categoricamente a minha fé no Sporting Campeão! Mas desporto à parte... Não vamos misturar alhos com bogalhos!! Uma coisa é o humor saudavel, e outra é gozar com uma coisa que não deve ser gozada! E além disso, ter fé num partido ou num clube não é propriamente a mesma coisa que ter fé em Deus ou em Cristo! A fé em Cristo, a meu ver, é uma coisa que nos altera para melhor e que nos guia até aos principio da bondade e do amor pelo proximo, coisa que a fé num clube ou num partido não faz, temos fé que o Sporting ganhe o campeonato, mas isso não nos torna melhores ou piores, só nos torna Sportinguistas! Eu tenho muito respeito por todas as religiões sensatas e sábias, Claro que há exepções, aliás, não há exepções, há é diferentes interpretações umas mais fundamentalistas e outras menos! Mas todas as religiões que nos ensinem a sermos melhores pessoas são para ser respeitadas e ponto final paragrafo! E quem fala de religião fala de tudo o que nos permita sermos pessoas melhores! Se a Ana ou eu ou qualquer outra pessoa encontra na religião cristã ensinamentos que nos fazem ter uma base moral apoiada nos principios do respeito e amor pelo próximo então em vez de gozadas devemos ser respeitadas, tal como uma pessoa que encontre noutra coisa qq principios que à partida são positivos deve ser respeitada e não gozada. Qto à igreja... Bom, eu não concordo com tudo o que fazem e dizem muito menos agora que está lá a ratazana, mas acho que é uma instituição que merece todo o respeito quer se goste quer não! Há boas pessoas na igreja assim como há más! Mas isso acontece em todo o lado! Para teres uma noção da diversidade das minhas crenças, além do Nelson Mandela, as duas pessoas no mundo que eu mais respeito e que mais gostaria de conhecer são o Dalai Lama e o Papa Joao Paulo II, não pela religião que representam, mas pelo que me podem ensinar e pela sabedoria que (pelo menos aparentam)mostram ter, ou mostravam no caso do Joao Paulo II. Não sou a favor de gozar com nada, brincar ainda va, mas o gozo gratuito é ofensivo e nao deve ser encorajado em relação a nada! Qto a discussoes abertas, adoro botar sentença sobre aquilo em que acredito!

Joaninha disse...

Seus pseudo inteletuais....
Mas que discução tão....Intelecual.
O Allanah, nãoa acho que o texto seja assim tão ofensivo!! Até tem a sua piada. É verdade que o Krippmeister tem uma visão muito própria da religião, mas tb quando o conheceres ao vivo vais ver que ele tem uma visão muito propria de quase tudo, ehehehe!!
Óh krippmeister olha que a Allanah tambem é uma moça de cabeça fixa, e tem uma visão muito dela das coisas, por isso junta-se a fome com a vontade de comer e a conversa nunca mais acaba.
No entanto não posso deixar de notar a presença constante do grande Sporting na vossa conversa, VIVA O SPORTING!!

Krippmeister disse...

Não é a religião, mas sim a vida em sociedade que nos ensina a bondade e a moral e o amor pelo próximo. Muitos animais revelam estes comportamentos e não são religiosos. A religião tem sim o poder de prepetuar ódios seculares e de gerar fanatismo. Só através da religião se pode convencer um puto de 16 anos a fazer uma camisolinha de C4 e a rebentar-se no metro.

Tens razão quando dizes que ter fé no Sporting capeão ou ter fé em Deus são coisas diferentes. A fé no Sporting é informada. Eu posso ver os jogos e avaliar as outras equipes e contar os pontos da tabela classificativa, e formar uma opinião informada acerca das possibilidades do Sporting ganhar o campeonato, e por muito pequenas que sejam, acreditar que é possivel. A fé em Deus requer que se acredite porque sim. E ponto final.

Os episódios que conto neste post não foram inventados por mim, fazem parte da mitologia cristã. Se parecem anedóticos é porque são mesmo. Eu só lhes retirei o tom sisudo e sagrado com que a religião os pinta, deixando transparecer o absurdo dos relatos. Mandar um tipo matar o filho só pra ver se ele obedece é extrememente cruel. Se eu fosse crente iria à igreja todos os domingos pedir explicações e dizer a Deus que ele deveria ser responsabilizado. E já agora perguntar para quem afinal é que se mandam as reclamações. Para o Pai, para o Filho ou para o Espírito Santo? Eu sei que os três são um e o um são três, mas alguém vai ter que assinar.

Allanah disse...

A sociedade ensina-nos tudo menos a bondade a moral e o amor pelo proximo. Vivemos numa sociedade em cada vez mais é cada um por si! Mais uma vez digo que cada um faz as suas interpretações da religião que segue. e se há uns quantos palhaços que acham que vale tudo em nome da religião (nesses se encontram os putos com camisolas de C4 e todas as pessoas que os incentivam a isso) não se pode crucificar todas as religiões nem todos os crentes em qq religião por isso! A religião perpetua odios seculares?? Não... Os homens que se dizem mensageiros de Deus perpetuam odios seculares! O homem com a sua tendencia para deturpar tudo segundo as suas convicções é que leva as pessoas a terem essa visão. E como disse anteriormente,há boas e mas pessoas em todo o lado e não seria na igreja ou em qq outro tipo de instituição religiosa que isso haveria de ser diferente! Podemos é escolher em quem acreditamos, naqueles que nos incitam à violencia porque lhes da jeito? Ou naqueles que apregoam a tolerancia porque é essa a mensagem que leem na sua religiao? Eu propria se calhar vejo a religião como me convem! E a mim convem-me que seja uma fonte de inspiração para praticar o bem, em vez de ver uma fonte para fazer o que me apetece em nome de Deus. Mas como a Joana diz, eu sou de ideias fixas! E esta discussão nunca mais teria fim. Já agora Joaninha, para mim ou para ti se calhar não é assim tão ofensivo porque temos o sentido de humor necessário para rir destas coisas, mas e uma questao de respeito por todos e não só por alguns. Eu não sou mais burra ou mais ingenua por acreditar em Jesus, nem a Ana é burra nem ingénua por levar a serio a sua religião.São opções que devem ser respeitadas. E a verdade é que me apetecia discutir e então aproveitei a deixa! :P

Joaninha disse...

Pronto, pronto.
Está tudo explicado, apetecia-te discutir e ao Krippahl apetecia-lhe provocar e vai daí temos uma discussão pseudo-intelectual entre duas pessoas teimosas e de ideias fixas, que falam, falam e estão a dizer o mesmo. Afinal se o Krippahl respeita as pessoas pelos seus actos de bondade não lhe deve interessar muito se essa pessoa é boa porque acredita que é assim que Deus quer que ela seja ou se é assim porque acha que deve ser. E tu se achas que cada um é responsavel pelos seus actos então tb pouco te importa se uma pessoa que se explode com C4 porque acha que é assim que Deus quer ou se o faz porque é parvo, certo?
Nem tu (ou a Ana) és mais burra por acreditar e ter fé, nem o Krippahl é menos inteligente por não acreditar. Se no fim de contas és honesto contigo proprio e tens confiança nas tuas escolhas o resto são batatas.

Krippmeister disse...

Deixem-me esclarecer que nunca, em momento algum, afirmei que ter fé é sinal de burrice.
Outra coisa que devo esclarecer é que acreditar na existência de Jesus é diferente de ter fé em Deus. Eu acredito que Jesus tenha existido, acho é que foi um filósofo carismático, convencido que era filho de Deus, e sem a mínima noção dos sarilhos em que se estava a meter. Se a sua história te inspira a ser uma pessoa melhor, óptimo. A mim inspira-me a pensar que outras tretas a me irão tentar pregar depois de me dizerem que ele andou sobre a àgua, e curou os ceguinhos e ressuscitou. Ou não terei direito à minha intrepretação e ao meu pensamento crítico por ser ateu?

Há sem dúvida coisas com as quais não se deve gozar, mas a religião não é uma delas. Sempre que os impostos que pago são usados na construção de igrejas ou para pagar festas religiosas, não só estão a gozar comigo como também me estão a ir ao bolso. Isso sim, é ofensivo. Eu que pensava que portugal era um estado laico...

Quanto a ser de ideias fixas... Sou de ideias fixas até aparecerem ideias melhores. Essa é a beleza do pensamento crítico relativamente ao pensamento religioso. Um modelo flexível e aberto à crítica e ao escrutínio é fundamental para o desenvolvimento do conhecimento. Porém, um modelo rígido que debita verdades absolutas apoiadas em "explicações" obscuras não explica nada.

Lembro-me agora de um sketch do Robot Chicken em que Moisés vem descendo do monte Sinai com os dez mandamentos e diz: "Olhai! Trago comigo os dez mandamentos!"
E alguém pergunta: "Há aí alguma coisa sobre impingir religiões à força?"
- "Mmmmm... não."
- "Bem me parecia."

Allanah disse...

Ahahahah, ainda n vi esse episodio! Acho que sim, cada um tem direito a sua opiniao. Por isso, acabemos esta discussão em paz porque eu já estou feliz de ter causado tanta troca de ideias!! Adoro provocar discussões destas porque até dá para ter umas discussões interessantes! Ficamos assim! Cada um na sua que foi como começou! :)

Anónimo disse...

e por falar no pai, no filho e no espírito santo. Recentemente enocntraram-se os três antes das férias de natal. O pai anunciou que as ía passar algures entre o os rios Eufrates e Tigre, de onde é oriundo. Jesus preferia passá-las em Jerusalém, a sua "cidade natal". "E tu, espírito santo?" perguntou. "Mmmh, acho que vou a Roma, nunca lá estive".
Cristy
Cristy

Krippmeister disse...

É verdade, este é um dos posts com mais comentários, muito bom! Obrigado.

:)

Anónimo disse...

Oi Bruno,
do que eu gostei mais foi do "viva o Sporting" e "Sporting campeão"... ;)
olá Cristy!
JPVale

Krippmeister disse...

Parece que o Sporting foi mesmo o ponto alto deste post. São estranhos os caminhos do Senhor...

Anónimo disse...

Olá Paulo,
não era para ofender ...
Beijos
Cristy

Anónimo disse...

:)
Bruno e Cristy
nada disso, compreenderam-me mal.
O teu post está muito porreiro e a anedota da Cristy veio no momento certo (para desanuviar).
Sabes bem que (quase) nada me atinge... mas como o meu Sportingismo está quase ao nível do meu catolicismo é natural que afirme que gostei do "viva o Sporting" e "Sporting campeão"...
Caso não saibas, em Angola nem de calções ou chinelas te deixam assistir à Missa e muito menos entrar numa repartição pública.
Ahh! E em Benguela a bófia multa os condutores que não lavam os carros. :)
JPVale

Krippmeister disse...

Fonix, com aquelas estradas tipo queijo suíço que eles têm, deve ser lizado andar com o carro lavadinho.

Patricia disse...

Uau! Ainda não tive oportunidade de ler o post (e os comentários), mas parabéns por teres chegado aos 18 (19 com o meu :D)

Prometo volter para ler tudo com atenção!

Kisses

Anónimo disse...

Susana
Muito bom... migo... como sempre único e genuíno... não interessa como pensamos o que interessa é que pensamos.

Bruno Silveira disse...

Gostei muito da discussão, porém como ateu, concordo com os dizeres do Bruno.
Acredito que todos só acreditam em Deus (seja ele qual Deus for) por causa da cultura em que nascem. Se uma pessoa nascer em um país cético, racional e desenvolvido científicamente, onde não existe nenhum tipo de Deus (que convenhamos, só serve para explicar as coisas que somos ainda burros para explicar e orgulhosos para admitirmos que não sabemos), ela não vai acreditar e aceitar nenhum Deus.
Outra coisa Allanah, não concordo quando você diz que a violência vem das interpretações e das pessoas. A minha filosofia de vida é "fazer o bem", e isso não aprendi com nenhuma religião. Porém nasci "católico" e virei ateu por escolha. Todas as pessoas da minha família são cristãs e tenho até um tio que é padre, mas nem por isso aceitei todas as idéias sem críticas e discussões. A bíblia é sim violenta!
Concordo 100% com o Bruno quando ele diz que "a religião goza dum respeito excepcional que não merece". Como você mesa diz Allanah, existem pessoas boas e ruins em todos os lugares e a religião não está salva. Como uma coisa sagrada, e para merecer tal respeito ela deveria ser livre de erros. Se não for assim, ela não merece tal respeito. Não merece isenção de impostos (como existe aqui no Brasil) e não merece, de forma alguma, ter acesso livre para realizar lavagens cerebrais nas pessoas com pouca informação e estudo! Devemos sim debater e criticar!
Eu sou o meu Deus. Sou responsável pelo que faço e minhas satisfações devem ser dadas a mim mesmo, assim como devo ser homem para enfrentar as consequências de minhas escolhas.

Uma sátira...
Se Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, e o homem evoluiu do macaco, seria Deus um grande macacão?
(na verdade foi o homem que criou Deus à sua imagem e semelhança, né?)

Bruno Silveira disse...

Um link de um vídeo do Youtube...

http://www.youtube.com/watch?v=dkhaBsvgz0Q

Bruno Silveira disse...

Outro link...

http://www.youtube.com/watch?v=xhE_uyWHVR0

GAMA disse...

Que Deus tenha misericórdia com a pessoa que criou esse blog...